A gente precisa de um super-homem, que faça mudanças imediatas… A frase, imortalizada na canção de Edson Gomes, cai como uma luva para quem se aventura a caminhar pela Rua Boticário Mocorvo, em Feira de Santana. Por Lá comerciantes que se apropriam das calçadas como se fossem extensões de suas lojas, carros de mão servindo de barreira para reservar vagas de estacionamento, e caminhões dignos de rodovias interestaduais disputando espaço no meio da rua. Tudo isso no coração da cidade.

Quem já passou por lá sabe bem do que se trata. O pedestre, figura que deveria ser a prioridade em qualquer planejamento urbano decente, é forçado a caminhar no meio da rua, correndo o risco de ser atropelado. As calçadas foram tomadas por mercadorias expostas como se fossem bancas de um mercado informal, enquanto o tráfego se desenrola em um verdadeiro caos.
E não para por aí. A Rua Boticário Mocorvo transformou-se em um ponto de carga e descarga de caminhões que mais parecem saídos de um porto industrial. Três eixos, quatro eixos, cinco eixos, bi-trem… Tem de tudo. Uma desorganização crônica que trava o trânsito, torna a vida dos pedestres um desafio diário e reforça sensação de insegurança para os transeuntes.
A população espera ,e com razão, uma ação imediata da Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito. É inadmissível que, em pleno centro de Feira de Santana, uma das cidades mais importantes da Bahia, a ordem e a segurança sejam tratadas com tamanho desrespeito por parte de alguns comerciantes sem quer que sejam advertidos.
Ou será que vamos precisar mesmo de um super-homem para colocar ordem na rua Boticário Mocorvo?